O Governo está a fazer tudo para nos tornar felizes e resolveu dar uma prenda de Natal a uma grande parte dos trabalhadores deste País, mas o povo não entende.
Um pai quando repreende um filho também é para bem dele, embora tal não seja entendido com facilidade pela criança.
Está nesta linha a actualização do salário mínimo em 2,5 por cento a partir de Janeiro.
E, tal como os filhos, não se entende a contestação das centrais sindicais, mas compreende-se a concordância das Confederações da Agricultura e Indústria.
Diz o meu amigo João Proença, secretário-geral da UGT, que "o valor é claramente inaceitável e demonstra a total insensibilidade do Governo, que só tem como objectivo poupar dinheiro e dar uma orientação negativa para a contratação colectiva, mas tenho que ralhar com ele por tais declarações...
A CGTP também considerou que o aumento "é ridículo e irrisório" e revela uma falta de sensibilidade do Governo que não entende que os "trabalhadores têm que ser tratados com dignidade e não com caridade".
Publicado por dizerbem em dezembro 23, 2003 11:14 PM